Coronavírus: Itália supera China em número de mortos

A Itália ultrapassou a China nesta quinta-feira (19) no número de mortes por coronavírus, com 427 mortes em 24 horas atingindo um total de 3.405, segundo uma contagem baseada em dados oficiais. A Itália torna-se, portanto, o primeiro país em número de mortes devido à epidemia de Covid-19, à frente da China (3.245), Irã (1.284) e Espanha (767). A Itália, que registrou um total de 41.035 casos, listou oficialmente suas duas primeiras mortes em 22 de fevereiro.

Fonte: Reuters/Reprodução

Mais de 1 mil mortos na semana passada

Há uma semana, a Itália tinha 1.016 mortos: seu número, portanto, mais do que triplicou desde então. A Itália registra 56 mortes por milhão de habitantes, à frente da Espanha, com 16 mortes por milhão. A China registra 2,2 mortes por milhão de habitantes. Mais de dois terços das mortes registradas na Europa desde o início da pandemia ocorreram na Itália.

A Lombardia, uma região que inclui Milão, capital econômica do país, continua sendo a região italiana mais afetada, com quase 20 mil casos e 2.168 mortes, seguida por Emília-Romanha (região de Bolonha, 5.214 casos e 531 mortes), e Veneto (região de Veneza, 3.484 casos e 11 mortes).

Além disso, por vários dias, o Piemonte (região de Turim, nordeste da Itália) sofreu um aumento significativo em seu número de casos, que dobrou desde 16 de março para 2.932 casos (incluindo 115 mortes).

Suspensão das aulas em todo o mundo

Na tentativa de limitar a propagação do vírus, as restrições à liberdade de movimento estão aumentando e mais de meio bilhão de pessoas em todo o mundo são chamadas por suas autoridades a permanecer confinadas em suas casas.

Segundo a UNESCO, as escolas de quase metade do mundo estão fechadas. Alunos britânicos vão se juntar a eles na sexta-feira.

O Brasil fechou nesta quinta-feira (19) por 15 dias todas as suas fronteiras terrestres, exceto com o Uruguai. Os Estados Unidos, que ultrapassaram a marca dos 10 mil casos, instaram os americanos a parar de viajar para o exterior.

A preocupação está nos países mais pobres, onde a contenção será impossível, como nas grandes favelas asiáticas. Além disso, três bilhões de pessoas nem têm as armas mais básicas contra o vírus, que são a água corrente e o sabão, alertam especialistas da ONU.

“Milhões de vidas estão em risco se o mundo não estiver unido, especialmente em relação aos países menos ricos”, alertou quinta-feira o secretário-geral da ONU António Guterres.

Fonte|megacurioso

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