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Cientistas fabricam vinho e queijo a partir de erva daninha

As plantas são a espinha dorsal de toda a vida na Terra, sendo essencial para o bem-estar do ser humano. Elas fornecem alimentos para quase todos os organismos terrestres, mantêm a atmosfera, produzem oxigênio e absorvem dióxido de carbono durante a fotossíntese. Por meio dos seus processos respiratórios, por exemplo, as plantas movem enormes quantidades de água do solo para a atmosfera. Além disso, criam habitats para muitos organismos.

Está mais do que comprovado que, sem elas, a vida na Terra seria completamente inviável. Mas nem tudo o que está relacionado a elas é bom, ou então todos os tipos são bem vistos.

A erva daninha, por exemplo, é o nome usado para descrever uma planta que, muitas vezes, é exótica e nasce de forma espontânea em algum lugar e em um  momento indesejado. Essas ervas daninhas podem também acabar interferindo de forma negativa na agricultura.

As ervas daninhas são classificadas baseadas no formato das suas folhas e também no seu ciclo de vida. E por sua preferência por um clima ou determinada estação. Por mais que elas possam ser variadas elas tem algumas características em comum.

Essas plantas crescem muito rápido e tem uma alta eficiência de água. Elas são bastante adaptáveis, tem um intervalo curto entre sua floração e geminação. Além de terem estruturas para dispersão e conseguirem germinar em praticamente todos os solos úmidos sem precisar de uma fertilização. Elas também tem uma longevidade grande e uma produção contínua.

As ervas daninhas são vistas como pragas. Mas os cientistas russos acharam um melhor uso para as ervas daninhas da área. Eles as usaram para fazer vinho e queijo.

Produção

O extrato de folhas da flor Bidens pilosa, que também é conhecida como “picão preto” é bastante eficaz na quebra de proteínas, segundo uma pesquisa publicada no “International Journal of Scientific & Technology Research”. Os pesquisadores acreditam que essa pode ser uma ferramenta nova e promissora para a indústria de processamento de alimentos.

Esse extrato tem enzimas que são úteis para o processo de produção de vinho e de queijo, mas não é um substituto para as uvas ou leite. Segundo os cientistas da Universidade Estadual de Urais do Sul, ele é uma alternativa á base de plantas para as enzimas caras que são usadas na indústria de alimentos.

“Há uma longa tradição de usar o Bidens pilosa como remédio. Devido à sua prevalência, seu uso, em nossa opinião, é extremamente benéfico na produção de vinho e no processamento de leite, onde o extrato de Bidens pilosa pode se tornar uma alternativa para muitas enzimas de alimentos para animais”, disse Irina Porotoko, chefe do Departamento de Tecnologia de Alimentos e Biotecnologia do SUSU.

Os planos futuros dos cientistas é conseguir quebrar ainda mais partes da planta que é originada dos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo como uma erva invasora.

No estudo, os pesquisadores analisaram somente as enzimas das folhas da planta. E os caules, raízes e flores foram deixados de lado. Mas eles podem contribuir para vinhos e queijos ainda melhores.

Tecnologia de controle e leitura de mente está cada vez mais próxima

Muitos acham que o controle da mente é apenas coisa de filme. Mas o fato é que vários estudiosos têm teorias de que o governo, por exemplo, pode estar controlando a mente da população. Seja pela publicidade, nos programas de televisão, nos filmes e até nas músicas, que escutamos no shoppings. Teorias assim acreditam que tudo isso podem ser formas de as nossas mente estarem sendo controladas.

Normalmente, pensamos que esse controle e leitura da mente não são possíveis. Mas, de acordo com o pesquisador de desenvolvimento e plasticidade do sistema nervoso, Douglas Fields, muito em breve, as tecnologias de leituras elétricas e estimulação elétrica do cérebro vão existir. E elas serão capazes de ajudar no diagnóstico e tratamento de várias condições mentais.

Para a medicina, isso é uma evolução bem grande. Mas existem questões éticas envolvidas com as técnicas de leitura e controle mental. Conseguir manipular a atividade elétrica do cérebro pode ser uma revolução para diagnosticar e tratar doenças mentais. A tecnologia será um avanço do mesmo jeito que a bioquímica foi para o diagnóstico de vários fatores de risco e doenças corporais.

Estudo

Um exemplo disso, é quando um médico pede um exame de sangue, para ver como está a saúde do corpo. Se com o exame, a pessoa descobre que tem colesterol alto, o médico pode dizer a ela, que isso é um fator de risco para se ter um derrame. Além de explicar o que se pode fazer para diminuir o risco.

De uma forma parecida, monitorar, por apenas alguns minutos, a atividade cerebral, pode dizer várias coisas sobre a saúde mental. Pode ser desde doenças neurológicas até as habilidades cognitivas, e até doenças mentais, como por exemplo, déficit de atenção, hiperatividade e esquizofrenia.

O possível problema é a maneira como esse conhecimento será aplicado. Para se diagnosticar ou tratar uma doença, esse método é uma excelente opção. Mas existem fronteiras perigosas. Já que os padrões de atividade elétrica no cérebro também podem dizer se uma pessoa é normal ou anormal.

Limites

O pesquisador disse que analisar a mente das pessoas, usando as ondas elétricas que são captadas por uma touca de eletroencefalograma, pode indicar várias descobertas. Ele pode servir para medir o QI de uma pessoa, para identificar seus pontos fortes e fracos cognitivos e para ver os traços de personalidade. Além de determinar as aptidões de aprendizado.

Se essa tecnologia for usada em um criança na pré-escola ela pode dizer o quão bem ela iré ler quando for na escola. Em seu livro “Eletric Brain”, Fields diz que já usou essa tecnologia. E depois suas ondas cerebrais foram registradas com um eletroencefalograma durante cinco minutos.

Depois disso, o neuropsicológico, Chantel Prat, disse a Fields que aprender uma língua estrangeira, seria muito difícil para ele, por causa das ondas beta fracas em uma parte específica de seu córtex que era responsável pelo processamento da linguagem.

E realmente, Fields estudou alemão e espanhol mas não conseguiu aprender nenhuma dessas línguas. Mas saber como essa leitura cerebral pode influenciar a vida das pessoas, ainda é uma incógnita.

Lendo pensamentos

Um estudo feito pelo neurocientista, Marcel Just e seus colegas da Universidade Carnegie Mellon, usou a ressonância magnética, para decifrar os pensamentos de uma pessoa, através de padrões complexos de atividade cerebral.

Com essa leitura da atividade cerebral, é possível descobrir em qual número ela está pensando ou qual emoção está sentindo. As implicações da pesquisa são várias. A equipe pode prever se uma pessoa está pensando em se suicidar, somente analisando como o cérebro responde às palavras morte e felicidade.

Além desses casos, os pesquisadores acreditam que esse método também pode evitar crimes graves como massacres escolares. Mas existem todas as questões éticas de se estar invadindo a mente das pessoas. Tudo ainda precisa ser muito discutido e estudado.

“O gênio está fora da garrafa. É melhor começarmos a conhecê-lo”, concluiu Fields.

Reprodução|Fatosdesconhecidos

Coronavírus: saiba o que é uma pandemia

OMS declarou pandemia de Covid-19 nesta quarta-feira

Reprodução| Agência Brasil – Brasília

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou hoje (11) pandemia para o Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus.

Segundo a OMS, uma pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença. O termo é utilizado quando uma epidemia – grande surto que afeta uma região – se espalha por diferentes continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa. Atualmente, há mais de 115 países com casos declarados da infecção.

A questão da gravidade da doença não entra na definição da OMS de pandemia que leva em consideração apenas a disseminação geográfica rápida que o vírus tem apresentado.

“A OMS tem tratado da disseminação [do Covid-19] em uma escala de tempo muito curta, e estamos muito preocupados com os níveis alarmantes de contaminação e, também, de falta de ação [dos governos]”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, no painel que trata das atualizações diárias sobre a doença. “Por essa razão, consideramos que o Covid-19 pode ser caracterizado como uma pandemia”, explicou durante a conferência de imprensa em Genebra.

Ao caracterizar o Covid-19 como uma pandemia, Tedros Adhanom afirmou que o termo não deve ser usado de forma leviana.

“Pandemia não é uma palavra a ser usada de forma leviana ou descuidada. É uma palavra que, se mal utilizada, pode causar medo irracional ou aceitação injustificada de que a luta acabou, levando a sofrimento e morte desnecessários”, declarou. 

Recomendações permanecem

O diretor-geral da OMS ressaltou que a declaração não significa a adoção de novas recomendações no combate ao vírus.

“Descrever a situação como uma pandemia não altera a avaliação da OMS sobre a ameaça representada por esse coronavírus. Não altera o que a OMS está fazendo nem o que os países devem fazer”, disse Adhanon.

Durante a conferência, ele lembrou o que a OMS preconiza a todos países. “Lembro a todos os países que solicitamos: ativar e ampliar seus mecanismos de resposta a emergências, informar profissionais sobre riscos e como podem se proteger; encontrar, isolar, testar e tratar todos os casos de Covid-19, rastreando todos os contatos”.

“Todos os países devem encontrar um bom equilíbrio entre proteger a saúde, minimizar disrupções econômicas e sociais e respeitar os direitos humanos”, avaliou o diretor-geral. 

Outras pandemias

A última vez que a OMS declarou uma pandemia foi em 2009, para o H1N1. Estima-se que a doença tenha infectado cerca de 1 bilhão de pessoas e matado milhares no primeiro ano de detecção.

Ainda segundo a OMS, uma pandemia de gripe ocorre quando um novo vírus emerge e se espalha pelo mundo, e a maioria das pessoas não tem imunidade.

Há 100 anos, o mundo enfrentou uma outra pandemia, a de gripe espanhola. Estima-se que entre 50 e 100 milhões de pessoas tenham morrido entre 1918 e 1920. 

Brasil está mais preparado

Na semana passada, em entrevista à Agência Brasil, o médico infectologista Rivaldo Venâncio, coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), afirmou que o Brasil está mais preparado para lidar com o Covid-19 do que estava, em 2009, para enfrentar a pandemia da gripe H1N1. Segundo ele, a população precisa se manter informada, mas não há razão para pânico.

Descubra o que Titã, a maior lua de Saturno, tem em comum com a Terra

Reprodução| Agência Brasil|site Exame

saturno
Saturno: pesquisa mostra semelhança da lua do planeta com a Terra (Nasa/Divulgação)

Titã, a maior lua de Saturno, e a Terra têm uma geologia muito parecida. Isso é o que mostra um estudo publicado, nesta semana, pela astrônoma brasileira e pesquisadora do Laboratório de Propulsão à Jato da Nasa, Rosaly Lopes.

A partir de dados coletados pela sonda Cassini, missão encerrada há dois anos, Rosaly Lopes conseguiu montar um mapa com as características de Titã: atmosfera densa, ventos, erosões, rios e lagos com metano em estado líquido, e até chuvas.

Em entrevista exclusiva ao programa Universo, da Radioagência Nacional, a astrônoma nascida no Rio de Janeiro, falou da importância do trabalho em equipe para a análise de uma grande quantidade de dados captados pela sonda que deu um mergulho derradeiro em Saturno, em setembro de 2017.

Rosaly Lopes disse que assim como Titã, Encélados e Europa (lua de Júpiter) são lugares onde pode haver vida. E que a Nasa já se prepara para mais uma missão na maior lua de Saturno.

Radioagência Nacional: Rosaly, como foi o trabalho de análise detalhada dos achados da sonda Cassini, que sobrevoou Saturno e suas luas, entre elas Titã, e que finalizou sua missão há dois anos em um mergulho derradeiro no planeta?

Rosaly Lopes – As imagens de Titã foram capturadas antes do fim da Cassini, mas demorou para colocar muitos dados de vários instrumentos juntos e ainda fazer o mapa e, agora, publicar o estudo. A missão Cassini acabou há dois anos, mas foram analisados dados captados desde o princípio, quando a Cassini chegou a Saturno e passou por Titã, até os que foram colhidos antes do fim da missão. Como são muitos dados, as análises muito detalhadas demoram. Acabamos o mapa há alguns meses e só agora finalizamos a publicação.

Radioagência Nacional: Este mapa, fruto destas análises, mostra que Titã e Terra têm algo em comum? E qual a principal diferença?

Rosaly – Titã e a Terra têm geologia muito parecida. Porque Titã tem uma atmosfera espessa e por causa desta atmosfera, Titã tem ventos. Então, tem erosão, líquidos, mares e lagos na superfície e rios com líquidos que também causam erosão. Mas, estes líquidos todos não são água. Essa é a diferença principal. Embora os processos geológicos sejam similares, a temperatura em Titã é tão baixa, 94 Kelvin (K) cerca de -179 graus Celsius (°C), que a água só existe como gelo. Mas o metano pode existir como líquido. Então, em Titã, nós temos lagos e rios e até chuva de metano.

Radioagência Nacional: A partir do detalhamento deste mapa, o que podemos esperar em relação a busca de vida fora da Terra?

Rosaly – Esse mapa foi feito para estudar a geologia de uma maneira global, não tem relevância direta em relação à procura de vida. Mas, o que estamos fazendo, em outro projeto, é vendo onde que os depósitos orgânicos na superfície se acumulam e em quais lugares eles podem penetrar a crosta de gelo por meio de fraturas. A partir da distribuição do material orgânico, nós vamos ver onde ele se acumula e usar isso para ver a evolução da superfície de Titã. E a coisa importante para a busca de vida é saber se esse material orgânico está penetrando a crosta de gelo até chegar ao oceano de água líquida que temos abaixo do gelo.

Radioagência Nacional: Após o registro de que Encélados (outra lua de Saturno) e de que Europa (lua de Júpiter) soltam vapores de água, podemos dizer que as luas estão entre os ambientes mais ricos para pesquisas?

Rosaly – Europa e Encélados são lugares onde pode haver vida. Nós soubemos esta semana que foi detectado vapor d’água acima da superfície de Europa. Já se tinha detectado várias plumas ou suspeitas de plumas. O importante das duas luas, onde vemos esses jatos de vapor, é que este material está vindo do oceano embaixo de uma crosta te gelo. E é nesses oceanos, que Titã tem também, o que nós achamos que a vida pode ter se desenvolvido.

Radioagência Nacional: Como foi realizado este trabalho em equipe?

Rosaly – Uma das melhores coisas do trabalho que faço, há bastante tempo, na Nasa é que é sempre trabalho de equipe. Tem parte do trabalho que faço sozinha, mas, muito é trabalho em equipe. Às vezes com estudantes também. Neste projeto, trabalhei com três estudantes mulheres – uma da Grécia e outras duas dos Estados Unidos. Além de um colega da França e outros americanos. A equipe da Cassini também foi bem internacional. Esse trabalho de equipe é muito bom porque as pessoas trazem especialidades diferentes, então, nós tivemos pessoas especializadas em dados de outros instrumentos. Colocamos todas as análises juntas e isso foi muito interessante.

Radioagência Nacional: Como é a interação com os brasileiros na Nasa?

Rosaly – Aqui no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, temos vários brasileiros e brasileiras, principalmente na área de engenharia, mas alguns na área de ciência. E é muito bom trabalhar com eles. Eu espero que, no futuro, tenha mais brasileiros treinados na área de geologia planetária.

Radioagência Nacional: Se pudéssemos descrever uma imagem de Titã, como seria?

Rosaly – Nós brincamos que Titã, se você estivesse na superfície, seria parecido com um dia em Los Angeles, com muito smog (fumaça de poluição). Titã tem essa atmosfera muito espessa, as cores são alaranjadas e o ar não é muito bom, não tem oxigênio. Tem uma atmosfera mais densa do que a da Terra. É um lugar relativamente fácil para enviarmos um drone, como será feito na próxima missão. A Dragonfly é uma missão que tem vários colegas meus, e enviará um drone que vai voar por Titã e será muito interessante.

A previsão é que Dragonfly deve ser lançada pela Nasa em 2026, com expectativa de chegar à Titã em 2034.

Coronavírus: 7 perguntas sobre a doença ainda sem resposta.

Reprodução|Matheus Magenta
Da BBC News Brasil em Londres

Não há qualquer indício que de cães e gatos transmitam o novo coronavírus
Imagem| GETTY IMAGES

Quase tudo que o que sabemos hoje sobre o avanço do surto do novo coronavírus está desatualizado e incompleto.
A Organização Mundial da Saúde fala em 95.425 infectados e 3.286 mortos em 77 países e territórios, segundo os dados desta quinta-feira (5/03). Mas esses números não contam toda a história.
“Alguns números mudam porque coisas novas estão acontecendo, mas muitos números estão mudando porque estamos descobrindo coisas que já aconteceram”, resume Marc Lipsitch, professor de epidemiologia da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.
Como epidemias como a do coronavírus chegam ao fim
Por que os EUA cortaram sua taxa de juros em resposta ao coronavírus
Por que 2019 frustrou mais uma vez as expectativas de crescimento da economia?
Para Neil Ferguson, especialista do Centro para Análise de Doenças Infecciosas do Imperial College, de Londres, o descompasso entre a confirmação de casos, o surgimento de sintomas e a piora da doença até uma eventual morte indica que o surto hoje pode ser dez vezes maior.

Mas quantas pessoas estão doentes de fato? Qual é a taxa de mortalidade? Quem se recupera do vírus uma vez está livre da doença? Há risco para mulheres grávidas e crianças?
A BBC News Brasil reuniu as mais importantes dúvidas sem resposta acerca do surto, e os esforços que especialistas e autoridades têm feito com dados e inferências para tentar respondê-las com o maior grau de certeza possível.

  1. Afinal, qual é a taxa de mortalidade do novo coronavírus?
    Estima-se hoje que essa taxa gire em torno de 2%, mas esse número tem variado bastante desde o início do surto na cidade chinesa de Wuhan, em dezembro.
    Em tese, o cálculo do que tem se chamado popularmente de taxa de mortalidade do novo coronavírus é relativamente simples. Escolhe-se uma data, identifica-se quantas pessoas ficam infectadas, quantas morrem e aplica-se uma regra de três.
    Mas os cálculos feitos para calcular quão espalhada ou letal está uma doença podem envolver muitos outros elementos, como o período de um ano, um espaço geográfico determinado e a taxa de mortes por mil habitantes, algo que não tem sido feito atualmente.
    Pode ser mais fácil calcular isso quando um surto já acabou, mas é muito complexo em meio ao avanço da doença. Mas por quê?
    A principal lacuna é o número real de infectados. Nem todo mundo que contrai o vírus apresenta sintomas, como tosse seca, febre e falta de ar. E ele pode ser transmitido mesmo que esses sinais não apareçam no período de incubação (de um a 14 dias).

Atualmente, o número oficial de infectados é 93.160 e o de mortos, 3.198. Se a taxa de mortalidade como se tem falado fosse calculada a partir desses números, poderíamos dizer que ela mata 3,4 pessoas a cada cem infectadas, conforme divulgou a Organização Mundial da Saúde.
Mas isso seria impreciso porque estaríamos nos baseando apenas no que os especialistas chamam de “ponta do iceberg”. Esse cenário ignora dois grandes pontos: o total de pessoas infectadas assintomáticas ou nem tão doentes a ponto de irem para o hospital (o que diminuiria a taxa de mortalidade) e o total de mortes que ainda está por acontecer (o que elevaria a taxa de mortalidade).
Para se ter uma ideia da dimensão do número de casos que passam abaixo do radar, Christl Donnelly, professora de epidemiologia do Imperial College, cruzou dados de pessoas doentes com o número de voos para estimar que dois terços dos casos “exportados” por Wuhan não foram detectados ou monitorados pelas autoridades estrangeiras.
Ferguson, também do Imperial College, explica que o surto tem dobrado de tamanho a cada cinco dias e que leva 20 dias entre o surgimento de sintomas e uma eventual morte.
Ou seja, “as mortes que vemos hoje correspondem ao estado de epidemia de 20 dias atrás em cada um desses países. Isso quer dizer que a epidemia deveria ser 10 vezes menor 20 dias atrás, e então você multiplica isso por um fator de cem, no caso das mortes, e você tem um multiplicador por mil”.

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Este pode ter sido o animal que passou o novo coronavírus para humanos.

Reprodução/ Super interssante

O pangolim, animal mais traficado do mundo, provavelmente foi o hospedeiro intermediário do vírus, segundo novo estudo.

Uma equipe de pesquisadores chineses anunciou que o pangolim, um tipo de mamífero da África e da Ásia ameaçado de extinção, pode ter sido o animal que passou o novo coronavírus para humanos. O surto da doença provavelmente se iniciou em um mercado de animais silvestres em Wuhan, na China, e desde então já infectou mais de 31 mil pessoas em todo o mundo.

O resultado vem de uma análise genética feita por cientistas da Universidade Agrícola do Sul da China em amostras de mais de mil animais selvagens. Segundo a equipe, o material genético do 2019-nCoV – o vírus que vem infectando humanos e causando sintomas respiratórios – é 99% igual ao material genético de um vírus encontrado em pangolins, o que faz desse animal o melhor candidato, até agora, a ter trazido a doença para nós.

Mas cientistas de todo o mundo vêm encarando a nova possibilidade com cautela, principalmente porque o estudo completo ainda não foi publicado – por enquanto, os chineses só divulgaram resultados gerais em uma conferência de imprensa. A equipe disse que pretende publicar os detalhes o quanto antes para ajudar no combate à doença.

Estudos anteriores haviam indicado que o novo coronavírus surgiu primeiro em morcegos – que são conhecidos por hospedarem diversos vírus sem apresentar sintomas. Mas a possibilidade de haver um hospedeiro intermediário, ou seja, um animal que pegou o vírus dos morcegos e o transmitiu para nós, é alta. Desde o início do surto, cientistas vêm buscando qual seria o responsável por essa ligação, mas a tarefa é difícil, principalmente porque, no mercado em que se acredita que a doença tenha começado, diversos animais silvestres eram vendidos, tornando a lista de candidatos grande.

Outros vírus conhecidos, do mesmo grupo do novo patógeno, seguiram caminhos parecidos. O coronavírus responsável por causar a SARS (Síndrome respiratória aguda grave), doença que surgiu na China em 2002 e matou mais de 800 pessoas, teve sua origem em morcegos, mas chegou aos humanos através do contato com mamíferos conhecidos como civetas. Já o causador da MERS (Síndrome respiratória do Oriente Médio), doença parecida com a atual que causou mortes em 2012, também surgiu em morcegos e provavelmente passou para os humanos por meio de camelos.

O pangolim é um mamífero que habita regiões da Ásia e da África e lembra visualmente um tatu. Sua carne é considerada uma iguaria em algumas regiões da Ásia – e partes do animal, como suas escamas, também são usadas em procedimentos da medicina tradicional chinesa (mesmo que não tenham efeito comprovado pela ciência). A demanda pelo animal é alta e, por isso, o pangolim é o animal mais traficado de todo o mundo, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza e está altamente ameaçado de extinção, mesmo sendo protegido pela legislação internacional.

Um estudo anterior havia indicado que o hospedeiro intermediário do 2019-nCoV poderia ser uma espécie de cobra asiática, que foi vendida na feira onde se acredita ter originado o surto. Mas, desde a publicação dessa pesquisa, cientistas vêm contestando a tese, porque só há registros de coronavírus parecidos em aves e mamíferos, e não répteis. 

A nova possibilidade também aumenta a pressão sobre o governo da China, que já há algum tempo vem sendo acusado de ser brando no combate ao tráfico de animais selvagens. Com o novo surto de coronavírus, instituições internacionais pediram que o comércio de vida selvagem acabe totalmente no país. Com isso, o governo chinês anunciou, em janeiro, uma proibição temporária da prática. Mas muitos ainda pressionam para que a legislação seja permanente.

Nasa anuncia “a maior explosão já vista no Universo”

Fenômeno aconteceu a cerca de 390 milhões de anos-luz da Terra.

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil* – Brasília

A Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA) anunciou, nesta semana, ter encontrado o que considera ser “a maior explosão já vista no Universo”. Ela foi detectada no aglomerado de galáxias Ophiuchus, que fica a cerca de 390 milhões de anos-luz da Terra.

De acordo com os astrônomos, uma “erupção gigantesca e recorde” atingiu um buraco negro em um aglomerado de galáxias distantes. A descoberta foi possível a partir de dados de raios-X dos observatórios de Raios-X Chandra, da NASA; XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia; Murchison Widefield Array, na Austrália; e do Telescópio Gigante de Rádio Metrewave, na Índia.

“De certa forma, essa explosão é semelhante à forma como a erupção do Monte St. Helens, em 1980, arrancou do topo da montanha”, disse Simona Giacintucci, do Laboratório de Pesquisa Naval, em Washington, DC. Simona é a principal autora do estudo. “Uma diferença fundamental é que você poderia colocar quinze galáxias da Via Láctea seguidas na cratera, essa erupção perfurou o gás quente do aglomerado”, acrescentou.

A quantidade de energia necessária para criar a cavidade em Ophiuchus é cerca de cinco vezes maior que o recordista anterior (MS 0735 + 74), e centenas e milhares de vezes maior que os aglomerados típicos em outras galáxias.

No centro do aglomerado de Ophiuchus, há uma grande galáxia que contém um buraco negro supermassivo. Os pesquisadores pensam que a fonte da erupção gigantesca é esse buraco negro.

Segundo a NASA, apesar de os buracos negros serem famosos por puxar material em sua direção, eles geralmente expelem “quantidades prodigiosas de material e energia”. Isso acontece quando a matéria que cai em direção ao buraco negro é redirecionada para jatos ou vigas, que explodem no espaço e se chocam com qualquer material circundante.

As primeiras dicas sobre a explosão gigante no aglomerado de galáxias Ophiuchus ocorreram durante observações de Chandra relatadas em 2016, quando foi descoberta de uma “borda curva incomum” na imagem Chandra do cluster.

Na época, os observadores suspeitaram que isso representava parte da parede de uma cavidade no gás quente criado por jatos do buraco negro supermassivo. No entanto, eles descartaram essa possibilidade, em parte porque seria necessária uma enorme quantidade de energia para o buraco negro criar uma cavidade tão grande.

No entanto, o último estudo de Giacintucci e seus colegas mostrou que “uma enorme explosão ocorreu de fato”.

Primeiro, eles mostraram que a aresta curva também é detectada por XMM-Newton, confirmando a observação Chandra. O avanço crucial, para confirmar as suspeitas, ocorreu a partir de novos dados de rádio do MWA e dos arquivos GMRT, mostrando que a borda curva é realmente parte da parede de uma cavidade, uma vez que faz fronteira com uma região cheia de emissão de rádio e com a constatação de que havia elétrons acelerados até quase a velocidade da luz.

“Essa aceleração provavelmente se originou do buraco negro supermassivo”, informou a NASA por meio de nota. “Os dados do rádio cabem dentro dos raios-X como uma mão em uma luva”, disse o co-autor Maxim Markevitch, do Centro de Vôo Espacial Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland. “Este é o argumento decisivo que nos diz que uma erupção de tamanho sem precedentes ocorreu aqui”.

Ainda de acordo com a agência norte-americana, a erupção do buraco negro deve ter terminado porque os pesquisadores não veem nenhuma evidência de jatos atuais nos dados de rádio. Esse desligamento pode ser explicado pelos dados de Chandra, que mostram que o gás mais denso e mais frio visto nos raios-X está atualmente localizado em uma posição diferente da galáxia central.

Se esse gás se afastar da galáxia, terá privado o buraco negro de combustível para o seu crescimento, desligando os jatos.

O Marshall Space Flight Center da NASA gerencia o programa Chandra. O Centro de Raios-X Chandra do Observatório Astrofísico Smithsonian controla as operações científicas e de vôo de Cambridge e Burlington, Massachusetts.

*Com informações da Nasa

Texto retirado do site agenciabrasil

Maldição do sarcófago de faraó matou pelo menos 13 pessoas

Quase 100 anos após episódios, o mistério ronda uma das descobertas científicas mais importantes da era moderna

Em novembro de 1922 o arqueólogo Howard Carter entrou numa tumba antes lacrada e deu uma olhada no que tinha lá dentro. Segundo registros, ele disse que para os que o acompanhavam: “Aqui dentro, vejo maravilhas”.

Era a tumba do Faraó Tutancâmon, cheia de tesouros e belezas. Mas que carregava consigo uma maldição descrita como “terrível” anos depois

Em novembro de 1922 o arqueólogo Howard Carter entrou numa tumba antes lacrada e deu uma olhada no que tinha lá dentro. Segundo registros, ele disse que para os que o acompanhavam: 'Aqui dentro, vejo maravilhas'.Era a tumba do Faraó Tutancâmon, cheia de tesouros e belezas. Mas que carregava consigo uma maldição descrita como 'terrível' anos depois
Foto: Reprodução/University of Oxford

A história da suposta maldição do túmulo do faraó (até então um monarca obscuro da chamada dinastia XVIII) até hoje é tema de especulações intensas, quanto de quem acredita quanto de investigadores que a desmentem

A história da suposta maldição do túmulo do faraó (até então um monarca obscuro da chamada dinastia XVIII) até hoje é tema de especulações intensas, quanto de quem acredita quanto de investigadores que a desmentem
Foto: Reprodução/University of Oxford

O acontecimento, que foi desencadeado há quase 100 anos, foi revisitado recentemente pelo documentário Top 10 Secrets and Mysteries

Mesmo após tanto tempo, a descoberta do túmulo de Tutancâmon foi considerado “a maior descoberta da história da egiptologia”

Mesmo após tanto tempo, a descoberta do túmulo de Tutancâmon foi considerado 'a maior descoberta da história da egiptologia'LEIA ISSO: No Google Maps! OVNI aparece perto do Triângulo das Bermudas
Foto: Reprodução/University of Oxford

Muito porque a maioria dos túmulos de faraós já haviam sido saqueados por ladrões de túmulos séculos antes, Já Tutancâmon dormia um sono de 3 mil anos intacto, com todos seus tesouros, Após três meses recolhendo e classificando os tesouros da câmara, Howard Carter e Lorde Carnarvon, patrocinador da expedição, estavam prontos para abrir a câmara mortuária, onde estava o corpo do rei. O local era impressionante: três caixões de ouro maciço, um dentro do outro, guardavam o corpo dele.

O local era impressionante: três caixões de ouro maciço, um dentro do outro, guardavam o corpo dele
Foto: Reprodução/University of Oxford

Em abril de 1923 Lorde Carnavon morreu em circunstâncias estranhas, Ele se cortou fazendo a barba perto de uma picada de mosquito e a infecção lhe causou febre. Além do arqueólogo Howard Carter, outro que defendeu posteriormente que a morte de Carnavon foi causada por uma maldição foi Arthur Conan Doyle, autor do livros de Sherlock Holmes.
O caso da Maldição da Tumba de Tut pode ser um exemplo de histeria coletiva, juntando evidências reais com falseamento de fatos. Mas é inegável que uma série de acontecimentos documentados carregou em si uma certa estranheza difícil de afastar até para os mais céticos.

Para ter uma ideia, no dia que Carter descobriu a entrada do túmulo de Tut (mais rápido de escrever que Tutancâmon, você há de concordar), uma cobra entrou em sua casa e matou seu canário.

Minutos depois da morte de Carnavon, um blecaute geral atingiu o Cairo e duas horas depois seu cachorro soltou um longo uivo e morreu. Se lembrarmos que as najas eram um dos símbolos da monarquia egípcia, presente até na máscara mortuária de Tut, o fato parece significativo e um presságio de algo ruim.

Se lembrarmos que as najas eram um dos símbolos da monarquia egípcia, presente até na máscara mortuária de Tut, o fato parece significativo e um presságio de algo ruim
Foto: Reprodução/University of Oxford

A imprensa da época ficou obcecada com tal feito significativo e passou a cobrir com algum alarde qualquer morte ligada aos presentes na expedição ao túmulo.

A imprensa da época ficou obcecada com tal feito significativo e passou a cobrir com algum alarde qualquer morte ligada aos presentes na expedição ao túmuloVEJA MAIS: Megan Fox se tornou a nova musa da ufologia e dos conspiratórios
Foto: Reprodução/University of Oxford

Em 16 de maio, foi a vez de George Jay Gould I morrer após visitar o túmulo. O motivo oficial da sua morte é “febre do Nilo”. Nos meses seguintes, mais mortes sinistras: príncipe Ali Kemal Fahmy Bey e o milionário sul-africano Woolf Joel foram assassinados e o deputado britânico Aubrey Herbert ficou cego e morreu de envenenamento do sangue enquanto extraía os dentes para tentar restaurar a visão. Todos esses estão entre os primeiros visitantes do túmulo de Tutancâmon e morreram com a diferença de poucos meses.

Todos esses estão entre os primeiros visitantes do túmulo de Tutancâmon e morreram com a diferença de poucos mesesLEIA TAMBÉM: Veja as coisas mais bizarras já encontradas em banheiros
Foto: Reprodução/University of Oxford

Além disso, Hebert era meio-irmão de Carnavon, o que aumento a tragédia da família. Em 1924 ocorreram mais mortes: Sir Archibald Douglas-Reid, responsável pelo raio-X do monarca morreu de uma doença não identificada; Hugh Evelyn-White veio logo depois, escrevendo com sangue “sucumbi a uma maldição” e se enforcando.

Em novembro de 1924, Sir Lee Stack, governador britânico do Sudão, foi morto a tiros nas ruas do Cairo. Ele também foi um dos primeiros visitantes do túmulo de Tut.

Quer mais? Howard Carter deu para seu amigo íntimo Sir Bruce Ingham um peso de papel que nada mais era que uma mão mumificada com uma pulseira de escaravelho em que estava (supostamente) escrito “Amaldiçoado seja aquele que move meu corpo. Para ele virá fogo, água e pestilência”. Dois meses depois a casa de Ingham pegou fogo. Ele a reconstruiu e um ano depois ela foi inundada.
Tem mais! Em 1926 foi a vez de George Benedite, do Museu do Louvre, que morreu um mês após visitar a tumba. Aaron Ember, outro dos primeiros visitantes, morreu no mesmo ano após sua casa pegar fogo.
Austin Mace, principal ajudante de Carter, morreu em 1928, vítima de uma fraqueza causada por envenenamento por arsênico. Em 1929 morreu Richard Bethell, um documentador que ajudou Carter, morreu sufocado sem explicações em sua cama. Ainda em 1929, o pai de Bethel se jogou do sétimo andar, deixando até uma nota de suicídio. O outro meio-irmão de Carnavon teve o mesmo destino, morrendo de “pneumonia causada por malária”.
Em 6 anos, foram pelo menos 13 pessoas com ligações fortes com a descoberta do túmulo do rei. Obviamente existem diversas explicações razoáveis para isso. A primeira delas é a presença de um fungo mortal (Aspergillus Niger) nas paredes e chão do túmulo, que poderia se somar a venenos deixados pelos próprios servos do faraó. Além disso, dois mortos se suicidaram, talvez por medo de morrerem de formas violentas.
Alguns até acusaram o próprio Carter (que morreria 15 anos depois, de causas naturais) de querer causar medo com a maldição para evitar que outros egiptólogos fuçassem duas descobertas. O próprio Carnavon também pode ter ajudado indiretamente a criar a maldição, ao dar ao jornal Times de Londres direitos exclusivos de cobrir tudo sobre a expedição. Mas a maldição de Tutancâmon prossegue como um mistério grande e assustador, mesmo com explicações.

Lua de Sangue – o eclipse total da Superlua

O nome pode parecer assustador, mas a Lua de Sangue, ou Lua Sangrenta, é um dos fenômenos astronômicos mais belos que podemos observar a olho nu. Como a lua sangrando pode ser algo belo? Na verdade, Lua de Sangue é só um nome impactante que deram para o fenômeno em que a lua fica avermelhada. Portanto, fiquem tranquilos, a lua não sangra.

O fenômeno é raro e acontece em eclipses da Superlua. O eclipse lunar ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua estão em perfeito alinhamento, e o planeta fica no centro. Em relação ao Sol, a Lua é ocultada pela Terra, ou seja, os raios solares não chegam até o satélite, e a sombra do planeta é projetada na Lua, que “escurece”. Já a superlua ocorre quando o satélite está na sua fase cheia e no ponto mais próximo da Terra, conhecido como perigeu. 

A junção dos dois fenômenos, eclipse lunar e superlua, causa a Lua de Sangue. A cor avermelhada  deve-se a uma relação entre a proximidade da Lua com a atmosfera terrestre e os raios solares. O sol emite luzes de todas as cores, mas quando a Lua está próxima da Terra, apenas as cores de baixa frequência, como o vermelho, são refletidas da atmosfera terrestre para o nosso satélite natural, o que torna a Lua vermelha.

O nome pode parecer assustador, mas a Lua de Sangue, ou Lua Sangrenta, é um dos fenômenos astronômicos mais belos que podemos observar a olho nu. Como a lua sangrando pode ser algo belo? Na verdade, Lua de Sangue é só um nome impactante que deram para o fenômeno em que a lua fica avermelhada. Portato, fiquem tranquilos, a lua não sangra.

Quando presenciar

A superlua não é um fenômeno raro e acontece sempre que ela atinge sua fase cheia a menos de 24 horas do perigeu. Quando isso ocorre, vemos uma lua maior e mais brilhante, principalmente quando ela surge no horizonte. Segundo a Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA), as superluas acontecem, em média, uma vez por ano. No entanto, em 2015, o fenômeno ocorreu três vezes. 

A Lua de Sangue, por sua vez, é algo raro de se presenciar, pois depende de o eclipse total lunar ocorrer justamente no período de superlua.

Tanto a Superlua quanto a Lua de Sangue podem ser observadas de qualquer parte do planeta. A única restrição é em relação às nuvens. Se o tempo estiver nublado, dificilmente os fenômenos serão observados. Também não é preciso nenhum tipo de equipamento, mas a Lua fica ainda mais bonita se observada com luneta ou telescópio.

Mitos

Ao longo da história, a Lua de Sangue foi acompanhada de diversos mitos. Algumas religiões acreditam que o acontecimento indica a chegada de um profeta, apocalipse, tragédias, guerras etc. Os astrônomos não acreditam nessas profecias e afirmam que as religiões sempre usaram fenômenos astronômicos para marcar a mudança de uma Era. Sendo presságio ou não, a verdade é que esses fenômenos sempre despertam nossa curiosidade.

Lua de Sangue
Lua de Sangue

LEME, Adriano. “Lua de Sangue”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/lua-sangue.htm

Fatos interessantes que você provavelmente não sabia

Slide 2 de 62: Red aluminium can,straw on sparking water can. sweet drinking. un-healthy food concept

A tampinha não serve apenas como alavanca para você poder abrir a lata; ela também pode ser girada para prender o canudo. 

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Slide 3 de 62: Man sitting under The Milky Way Galaxy with light on his hands.

Cerca de 96 porcento do universo é invisível. As únicas coisas que podemos ver através dos nossos olhos nus ou telescópios são os planetas e estrelas, que representam uma pequena parte do espaço. A maioria da massa do universo é feita de matéria e energia negra, cuja as presenças só são sentidas pela atração gravitacional dos planetas. Pesquisas ainda estão sendo feitas para entender melhor essas partículas. 

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Slide 4 de 62: Biathlon training during winter blizzard.

O álcool é considerado como uma droga para melhorar a performance no esporte de tiro. Consumir uma pequena quantidade de álcool diminuí os batimentos cardíacos dos atiradores e ajudam eles a manter a calma, o que é algo muito importante para este esporte. Em 2008, a Agência Mundial de Anti-Doping baniu esta droga neste específico esporte. 

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Slide 5 de 62: A top view image of several sharpened pencils and a opened notebook.

Em média, um lápis pode desenhar uma linha de 61,2 quilômetros ou escrever aproximadamente 45.000 palavras.

Pam Walker/ Getty images

Slide 6 de 62: Solar Eclipse - diamond ring

O diâmetro do sol é 400 vezes maior do que o da lua. O sol também fica 400 vezes mais distante da Terra. É por isso que o sol e a lua aparecem no mesmo tamanho no céu. Além disso, esta também é a razão pela qual podemos testemunhar o eclipse solar completo.

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Slide 7 de 62: Blue and orange sunset sky with rays of sun. Natural landscape for background

Em média, um fóton leva milhares de anos para alcançar a superfície do sol a partir de seu núcleo. Entretanto, um fóton demora menos de oito minutos para alcançar a superfície do nosso planeta. 

Dovapi/Getty Images

Slide 8 de 62: medically accurate illustration of human sperms

Em termos de DNA, um único esperma carrega cerca de 37,5 megabytes de dados. Isso significa que uma ejaculação transfere cerca de 1.500 terabytes de dados por segundo. 

Eraxion/Getty images

Slide 9 de 62: West Indian Manatee

Os peixes-boi usam seus “peidos” para nadar; eles fazem isso regulando a distribuição de gases intestinais. Desse jeito, eles podem escolher entre segurar o gás para ficar mais flutuantes e assim atingir a superfície da água, ou eles podem liberar o gás para poderem mergulhar. 

James R.D.Scott/ Getty images

Slide 10 de 62: Aedes mosquito sucking blood

Um mosquito possui 47 dentes, ou bordas afiadas no seu probóscide (órgão sugador), que o ajuda a penetrar na pele. 

Noppaharat05081977/Getty images