Tag Archives: coronavirus

Coronavírus: auxílio de R$ 600 será solicitado por aplicativo; entenda as regras

Ilustração com gráficos de barra e ícones representando o coronavírus
Auxílio busca proteger os segmentos de trabalhadores mais vulneráveis à crise econômica decorrente do coronavírus

O governo anunciou que a partir de terça-feira trabalhadores autônomos que não estão no programa Bolsa Família nem no Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico) poderão se registrar para receber o auxílio emergencial de R$ 600 usando um aplicativo gratuito por celular ou computador. Isso inclui microempreendedores individuais (MEI), pessoas que fazem contribuição individual ao INSS e trabalhadores informais sem qualquer cadastro.

O objetivo do benefício é proteger segmentos mais vulneráveis em meio à crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus.

Pessoas que já são beneficiárias do programa Bolsa Família ou já estão no CadÚnico e atendem as regras do auxílio emergencial serão automaticamente habilitadas pela Caixa Econômica Federal a receber os R$ 600 e não precisarão se cadastrar.

Quem baixar o aplicativo terá que digitar seu CPF e assim será informado se já está cadastrado ou se precisa se registrar.

As informações foram dadas nesta sexta-feira (03/04) pelo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e pelo presidenete da Caixa, Pedro Guimarãoes.

“Queremos dar tranquilidade ao taxista, ao vendedor de pipoca, de cachorro quente, à diarista, de que, a partir de terça-feira, terá as condições de fazer seu cadastramento”, disse Lorenzoni, ao anunciar o aplicativo.

O pagamento do auxílio será feito em etapas e o cronograma será anunciado na segunda-feira (06/04). A previsão é que os primeiros a receber sejam os que estão no CadÚnico, possivelmente já na próxima semana.

Os beneficiários do Bolsa Família receberão a partir de 16 de abril, seguindo o calendário usual de pagamento do programa.

A data do pagamento dos demais ainda será anunciada.

A lei que cria o auxílio prevê o pagamento por ao menos três meses a trabalhadores de baixa renda sem emprego formal ou com contrato intermitente inativo.

Para que o benefício comece a ser distribuído, o governo também precisa ainda editar um decreto formalizando as regras para solicitação e liberação do auxílio. A previsão é que isso ocorra na segunda-feira (06/04).

O presidente Jair Bolsonaro vem sendo pressionado nas redes sociais a liberar com rapidez o benefício, aprovado na segunda passada (30/03) pelo Congresso, em postagens com as hashtags #PagaLogo e #QuemTemFomeTemPressa.

A proposta inicial do governo, anunciada em 18 de março, era conceder R$ 200 por trabalhador autônomo. No entanto, parlamentares passaram a defender um benefício maior, a partir de R$ 500, para que mais brasileiros pudessem interromper seus trabalhos e ficar em casa, respeitando a quarentena recomendada por epidemiologistas para conter a propagação do coronavírus. O Palácio do Planalto concordou, então, em elevar o auxílio para R$ 600.

A previsão atualizada do governo é que 54 milhões de pessoas devem receber o benefício. Bolsonaro editou na quinta-feira (02/04) uma Medida Provisória abrindo crédito extraordinário no Orçamento de R$ 98,2 bilhões, recursos que vão custear o benefício nos três primeiros meses.

Entenda a seguir as regras para acessar o auxílio emergencial.

Quais os requisitos para solicitar o auxílio?

Terá direito ao benefício quem for maior de 18 anos, não tiver emprego formal ativo e não receber benefício previdenciário (aposentadoria) ou assistencial (como o BPC).

A lei também estabelece limites de renda. Poderão receber o auxílio pessoas cuja renda mensal total da família somar até três salários mínimos (R$ 3.135) ou que a renda per capita (por membro da família) for de até meio salário mínimo (R$ 522,50).

Além disso, não terá direito quem tenha recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018.

Parlamentares querem aprovar uma nova lei que derrube esse último requisito, mas isso ainda está em análise no Congresso.

Que categorias de trabalhadores estão incluídas nesses critérios?

Cumpridos os requisitos acima, o texto aprovado no Congresso prevê que poderão solicitar o benefício inclusive trabalhadores registrados como microempreendedor individual (MEI), trabalhadores por conta própria que contribuem de forma individual ou facultativa para o INSS, e trabalhadores formais com contrato intermitente que não estejam sendo convocados pelas empresas.

Não poderão receber o auxílio trabalhadores com carteira de trabalho assinada, intermitentes com contrato ativo e funcionários públicos, inclusive aqueles com contrato temporário.

Quem recebe Bolsa Família pode receber o auxílio emergencial?

O texto aprovado no Congresso prevê que o benefício do Bolsa Família seja automaticamente substituído pelo auxílio emergencial, quando esse valor for mais vantajoso.

Dessa forma, todas as pessoas que recebem hoje menos de R$ 600 no Bolsa Família receberão o auxílio exergencial por três meses (ou seis meses caso seja prorrogado), sem precisar requisitar a troca.

Não será possível uma pessoa acumular os dois benefícios. Quando o auxílio emergencial terminar, a pessoa voltará a receber o Bolsa Família normalmente.

Será preciso estar no Cadastro Único?

O Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) é um banco de dados do governo em que brasileiros precisam estar registrados para receber benefícios como o Bolsa Família e o BPC e ter acesso a outros programas sociais do governo.

Esse sistema será usado para facilitar a liberação do benefício emergencial, mas o texto aprovado no Congresso não estabelece o cadastro como exigência para receber o auxílio.

Para ter o acesso facilitado ao auxílio emergencial, somente serão consideradas as pessoas que tenham entrado no CadÚnico até 20 de março. Quem entrou depois disso terá que se registrar pelo aplicativo.

Como a renda será verificada?

A renda familiar que será considerada é a soma dos rendimentos brutos dos familiares que residem em um mesmo domicílio, exceto o dinheiro do Bolsa Família.

A renda média da família será verificada por meio do CadÚnico para os inscritos no sistema. Os não inscritos farão autodeclaração por meio de uma plataforma digital.

O governo ainda não esclareceu como será feita a verificação nos casos de autodeclaração por meio do aplicativo.

Segundo o deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), autor do projeto de lei que foi adaptado pelos deputados para criação do auxílio emergencial, o governo federal tem ferramentas para cruzar dados e checar se a renda do solicitante se enquadra nos limites do programa. Direito de imagem Andre Coelho/Getty Images Image caption O ministro Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro

Como o benefício será solicitado e pago?

O benefício será liberado automaticamente para beneficiários do programa Bolsa Família e para os registrados no CadÚnico que atendam as regras do programa.

Os demais solicitarão por meio de aplicativo, a ser baixado gratuitamente no celular ou computador a partir de terça-feira. A Caixa Ecônomica Federal também está preparando uma central de telefone para tirar dúvidas sobre a requisição.

Todos que forem receber o benefício terão uma conta de poupança digital na Caixa. O recurso poderá ser sacado nas agências da Caixa e em casas lotéricas ou ser transferido gratuitamente para uma conta em outro banco.

Limite de benefício por família?

O texto aprovado prevê que até duas pessoas por família poderão receber o benefício, limitando o auxílio a R$ 1.200 por núcleo familiar.

No entanto, mulheres que sustentam suas famílias sozinhas poderão acumular individualmente dois benefícios.

Senadores aprovaram posteriormente outro projeto de lei ampliando essa possibilidade para pais que sustentem sozinhos suas famílias, mas isso ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados.

Duração do benefício?

A proposta aprovada na Câmara estabelece duração inicial de três meses, havendo possibilidade de o governo prorrogar por mais três meses durante o período de enfrentamento emergencial do coronavírus.

E o salário dos trabalhadores formais?

Com a paralisação de diversas atividades econômicas no país devido à quarentena imposta a boa parte da população, empresas terão forte redução de receitas e podem ter dificuldade para pagar salários.

O governo anunciou, então, na quarta-feira (01/04) um programa permitindo às empresas redução (por até três meses) ou suspensão (por até dois meses) dos salários dos trabalhadores durante a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus.

As regras, previstas em medida provisória, já estão valendo, mas podem vir a ser alteradas no Congresso.

Segundo o Ministério da Economia, o governo pagará aos trabalhadores atendidos pelo programa uma compensação pelas perdas salariais. Esse benefício será dado apenas quando a redução for igual ou maior a 25% da remuneração.

Além disso, ele será proporcional ao seguro desemprego que o trabalhador teria direito caso fosse demitido, o que significa que não necessariamente haverá compensação de toda perda salarial provocada pela redução ou suspensão da remuneração. O valor do seguro desemprego atualmente varia de um salário mínimo (R$ 1.045) a R$ 1.813.

Além disso, a gestão Bolsonaro anunciou uma linha de crédito de R$ 40 bilhões para que pequenas e médias empresas possam pagar salários dos seus trabalhadores por dois meses.

Poderão acessar essa linha emergencial empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões. Os juros desses empréstimos serão de 3,75% ao ano, com carência de seis meses para início do pagamento, e prazo de 36 meses.

11 fake news sobre coronavírus que estão circulando pelo mundo

Fake news sobre o novo coronavírus estão circulando com força total. Veja alguns boatos em diferentes países

Paris, França: fake news sobre o coronavírus estão se espalhando mundo afora
Paris, França: fake news sobre o novo coronavírus estão se disseminando mundo afora (Christian Hartmann/Reuters)

São Paulo – A pandemia do novo coronavírus está assustando o mundo. Nesta quinta-feira, 12, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o número de casos passou de 124 mil e que a doença já foi detectada em ao menos 118 países e territórios.

Fake news sobre o novo coronavírus

Naturalmente, a magnitude desse episódio está sendo acompanhada de muita desinformação. Veja abaixo alguns casos de fake news que estão circulando sobre a epidemia do novo coronavírus.

“Idoso que sair de casa terá aposentadoria cortada” (falso)

Uma mensagem circulando no WhatsApp mostra um comunicado com o logotipo do Ministério da Saúde e informa que o governo está suspendendo a aposentadoria de idosos que forem pegos andando nas ruas. O objetivo da informação era evitar que as pessoas com mais de 60 anos saíssem de casa e conter a transmissão do coronavírus. Apesar de bem intencionada, a informação é falsa. O comunicado não é da pasta da Saúde e os idosos não estão sendo multados caso saiam às ruas. Mas a recomendação expressa dos órgãos de saúde é para que todos evitem sair de casa, principalmente pessoas com mais de 60 anos e com doenças crônicas, considerados do grupo de risco.

“Água quente é capaz de matar o vírus” (falso)

Uma mensagem que está sendo amplamente compartilhada nas redes sociais traz uma orientação supostamente dada por um profissional da saúde sobre beber água quente (entre 26ºC e 27ºC)para matar o coronavírus. O Ministério da Saúde lembra que a temperatura do corpo é de ao menos 36ºC, portanto, ingerir líquidos nas temperaturas sugeridas não faria qualquer diferença. Enfatiza, no entanto, que não há medicamento, substância, vitamina ou alimento específico capaz de evitar o contágio.

“Coronavírus veio dos inseticidas” (falso)

Circula na internet uma imagem que mostra o rótulo de um inseticida, no qual se lê “human coronavírus”. Muito que bem, as imagens são falsas. Ainda não há consenso na comunidade científica sobre a origem do novo coronavírus. No entanto, as formas de transmissão e contaminação, explica o Ministério da Saúde, são por meio do contato com secreções ou pelo ar.

“Ao estourar plástico bolha, lembre que o ar vem da China” (falso)

Um boato que está fazendo sucesso nas correntes de WhatsApp no Brasil é o que diz que o ar do plástico bolha que envolve produtos importados da China pode estar contaminado pelo novo coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, não há qualquer evidência sugerindo a veracidade dessa informação. “Vírus geralmente não sobrevivem muito tempo fora do corpo de outros seres vivos, e o tempo de tráfego destes produtos costuma ser de muitos dias”, lembrou a entidade.

“Vacina contra o Covid-19 foi descoberta” (falso)

A grande dificuldade dos cientistas em encontrar uma vacina contra a doença está no fato de que o vírus está em constante mutação. No entanto, tentativas continuam sendo feitas. Nesse contexto, nesta terça-feira, 17, um jornal chinês anunciou que o país asiático deu aval a pesquisadores para que iniciem testes de segurança em humanos de uma vacina experimental. Por enquanto, é só mais um teste.

“Desinfetantes antibactericidas não têm eficácia contra a doença” (falso)

Nos Estados Unidos, país que já registra quase 5 mil casos confirmados do novo coronavírus, um boato que está circulando com força é o de que desinfetantes antibactericidas para as mãos não teriam eficácia contra a doença. De acordo com a revista americana Newsweek, essa fake news começou a se espalhar no início de março, via Twitter, e não tem qualquer fundamento: segundo o Centro de Controle de Doenças do país, é perfeitamente possível usar o item para higienizar as mãos quando não há água e sabão disponíveis.

“Urina e estrume de vaca pode curar o novo coronavírus” (falso)

Na Índia, uma política do partido governista Bharatiya Janata (o mesmo do primeiro—ministro Narendra Modi) disse à imprensa que as pessoas poderiam usar urina e estrume de vaca para curar o novo coronavírus. Vale lembrar que a vaca é considerada sagrada no país e que o uso da urina deste animal em situações terapêuticas é comum. Nesta sexta-feira, 12, informou a agência Reuters, um grupo religioso irá até realizar uma festa para o consumo do líquido, apesar dos alertas de profissionais da saúde quanto a sua eficácia contra o novo coronavírus e os riscos que a ingestão pode trazer.

“Cocaína protege contra o vírus” (falso)

Se na Índia, o boato falava sobre o consumo de urina de vaca, na França, diz respeito ao uso de uma droga, a cocaína. Na semana passada, o governo francês precisou fazer um post em suas contas oficiais nas redes sociais para desmentir a história. “Não, a cocaína não te protege contra a COVID-19. É uma droga viciante, que causa efeitos colaterais sérios e é prejudicial à saúde das pessoas”, dizia a mensagem oficial.

“Prender a respiração por 10 segundos indica se a pessoa tem a doença” (falso)

No Brasil, a desinformação também está circulando com força total. Um dos boatos fala sobre uma espécie de teste caseiro, que revelaria se a pessoa foi contaminada pela doença: respirar fundo, prender a respiração por mais de 10 segundos. Se conseguir fazer isso sem tossir, você não está infectado. A questão é séria e fez com que o Ministério da Saúde montasse uma página dedicada ao monitoramento dessas histórias e a checagem dos fatos.

Reprodução|revistaexame

7 famosos que já foram infectados pelo coronavírus

Atualmente, não se fala em outra coisa, que não seja o coronavírus. Mas também não é para para menos, a doença se espalhou para diversos países do mundo e instaurou um alerto global de pandemia. Dessa forma, nem mesmo as celebridades estão escapando da infecção. Pensando nisso, separamos 7 famosos que já foram infectados pelo coronavírus.

Dentro dessa lista, personalidades brasileiras e internacionais acabaram se contaminando e adquirindo o vírus. Ver nomes, tão conhecidos, adquirindo a doença pode servir para nos alertar de como esse momento é delicado e de que, cada vez mais, precisamos nos cuidar

1 – Preta Gil

Depois de ser contratada para cantar no casamento da irmã de Gabriela Pugliesi, Marcela Minelli, a cantora revelou que está com o coronavírus. Isso porque, no casamento havia algumas pessoas que estavam contaminadas. Assim, o vírus foi transmitido para os demais convidados.

2 – Rachel Matthews

Conhecida por seus papéis em “Frozen 2” e “A Morte Te Dá Parabéns”, a atriz norte-americana ficou em quarentena após testar positivo para o coronavírus. No Instagram, ela escreveu que não tem certeza do que virá a seguir. Mas afirmou que é preciso tomar cuidado com nossas decisões. Em suas últimas postagens, ela afirmou que já estava “se sentindo melhor”.

3 – Daniel Dae Kim

Daniel Dae Kim, ator de “Lost” e “Hawaii 5-0”, também relatou nas redes sociais, sua “experiência em combater o coronavírus”. Ele explicou que, antes de ter um resultado positivo, ele estava “em Nova York atuando em uma série de TV. Ironicamente, eu interpreto um médico, que é recrutado para um hospital para ajudar pacientes durante uma pandemia de gripe”, escreveu o ator.

4 – Di Ferrero

Após anunciar que havia sido diagnosticado com Covid-19, o cantor anunciou essa semana que estava curado da doença. “Segundo os meus médicos, já estou curado e sem o vírus. Não estou mostrado o exame porque a demanda está muito grande. Se eu for lá fazer o exame, vou tirar a oportunidade de alguém que precisa fazer”, afirmou o vocalista da banda NX Zero.

5 – Sophie Gregoire Trudeau

Recentemente, a mulher do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, testou positivo para o novo coronavírus. “Seguindo recomendações médicas, ela permanecerá isolada no momento. Ela se sente bem, está tomando tomando todas as precauções recomendadas e seus sintomas seguem leves”, escreveu em comunicado. Contudo, o primeiro-ministro afirmou que não apresenta os sintomas. Mas de toda forma, deve ficar isolado dentro do período de 14 dias.

6 – Idris Elba

Em suas redes sociais, o ator britânico Idris Elba revelou que seu teste resultou em positivo para o Covid-19. Em seguida, ele destacou que “está bem”, mas que, no momento, se encontra em quarentena. “Isso é sério. Agora é o momento para pensar em isolamento social, lavar as mãos. Além disso, há pessoas que não estão apresentando sintomas, e isso pode facilmente espalhar a doença”, afirmou Idris Elba

7 – Tom Hanks

Sendo a primeira celebridade a vir a público, Tom Hanks anunciou que ele e sua esposa, Rita Wilson, contraíram o novo coronavírus. Contudo, após o período de isolamento, eles receberam alta de um hospital na Austrália, próximo de onde Hanks estava gravando seu último filme.

Reprodução|fatosdesconhecidos

Coronavírus: Itália supera China em número de mortos

A Itália ultrapassou a China nesta quinta-feira (19) no número de mortes por coronavírus, com 427 mortes em 24 horas atingindo um total de 3.405, segundo uma contagem baseada em dados oficiais. A Itália torna-se, portanto, o primeiro país em número de mortes devido à epidemia de Covid-19, à frente da China (3.245), Irã (1.284) e Espanha (767). A Itália, que registrou um total de 41.035 casos, listou oficialmente suas duas primeiras mortes em 22 de fevereiro.

Fonte: Reuters/Reprodução

Mais de 1 mil mortos na semana passada

Há uma semana, a Itália tinha 1.016 mortos: seu número, portanto, mais do que triplicou desde então. A Itália registra 56 mortes por milhão de habitantes, à frente da Espanha, com 16 mortes por milhão. A China registra 2,2 mortes por milhão de habitantes. Mais de dois terços das mortes registradas na Europa desde o início da pandemia ocorreram na Itália.

A Lombardia, uma região que inclui Milão, capital econômica do país, continua sendo a região italiana mais afetada, com quase 20 mil casos e 2.168 mortes, seguida por Emília-Romanha (região de Bolonha, 5.214 casos e 531 mortes), e Veneto (região de Veneza, 3.484 casos e 11 mortes).

Além disso, por vários dias, o Piemonte (região de Turim, nordeste da Itália) sofreu um aumento significativo em seu número de casos, que dobrou desde 16 de março para 2.932 casos (incluindo 115 mortes).

Suspensão das aulas em todo o mundo

Na tentativa de limitar a propagação do vírus, as restrições à liberdade de movimento estão aumentando e mais de meio bilhão de pessoas em todo o mundo são chamadas por suas autoridades a permanecer confinadas em suas casas.

Segundo a UNESCO, as escolas de quase metade do mundo estão fechadas. Alunos britânicos vão se juntar a eles na sexta-feira.

O Brasil fechou nesta quinta-feira (19) por 15 dias todas as suas fronteiras terrestres, exceto com o Uruguai. Os Estados Unidos, que ultrapassaram a marca dos 10 mil casos, instaram os americanos a parar de viajar para o exterior.

A preocupação está nos países mais pobres, onde a contenção será impossível, como nas grandes favelas asiáticas. Além disso, três bilhões de pessoas nem têm as armas mais básicas contra o vírus, que são a água corrente e o sabão, alertam especialistas da ONU.

“Milhões de vidas estão em risco se o mundo não estiver unido, especialmente em relação aos países menos ricos”, alertou quinta-feira o secretário-geral da ONU António Guterres.

Fonte|megacurioso

Trump declara emergência nacional nos EUA por coronavírus

Imagem|siteEXAME

Donald Trump estava sob pressão para fazer declaração. Número de casos confirmados de coronavírus passa de mil nos Estados Unidos

São Paulo — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira emergência nacional devido ao rápido avanço da pandemia de coronavírus, abrindo as portas para mais ajuda federal para combater a doença no país.

Até o momento, os Estados Unidos registram 1.268 casos, segundo o mapeamento em tempo real da Universidade Johns Hopkins, e 33 mortes. O anúncio se deu em uma entrevista coletiva à imprensa. Com a declaração, cerca de 50 bilhões de dólares em recursos serão liberados para a assistência contra a epidemia.

Durante a coletiva, o americano falou, ainda, que não está com nenhum sintoma associado ao coronavírus, apesar do contato com o chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo federal, Fábio Wajngarten, durante a viagem oficial do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos.

Disse, ainda, que teve uma reunião “fantástica” com Bolsonaro e lembrou que o teste do mandatário brasileiro deu negativo para a contaminação com a doença. Trump e sua equipe informaram ainda que o Google tem ajudado no desenvolvimento de um site para testes. Na página, os americanos poderão responder a questões e, se forem considerados casos que devem fazer o exame, orientados sobre onde podem ir para isso. O presidente disse que a nova abordagem com relação aos testes deve ajudar no combate ao problema. “O coronavírus vai passar e emergiremos ainda mais fortes”, afirmou o presidente.

Trump estava sob pressão para que declarasse estado de emergência sob a lei de 1988, que permite que a Federal Emergency Management Agency (FEMA) forneça fundos para governos estaduais e municipais, além de equipes de suporte. A medida raramente é utilizada. O ex-presidente Bill Clinton, em 2000, declarou tal emergência para o vírus do Nilo Ocidental.

Reprodução|SiteEXAME

Coronavírus: saiba o que é uma pandemia

OMS declarou pandemia de Covid-19 nesta quarta-feira

Reprodução| Agência Brasil – Brasília

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou hoje (11) pandemia para o Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus.

Segundo a OMS, uma pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença. O termo é utilizado quando uma epidemia – grande surto que afeta uma região – se espalha por diferentes continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa. Atualmente, há mais de 115 países com casos declarados da infecção.

A questão da gravidade da doença não entra na definição da OMS de pandemia que leva em consideração apenas a disseminação geográfica rápida que o vírus tem apresentado.

“A OMS tem tratado da disseminação [do Covid-19] em uma escala de tempo muito curta, e estamos muito preocupados com os níveis alarmantes de contaminação e, também, de falta de ação [dos governos]”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, no painel que trata das atualizações diárias sobre a doença. “Por essa razão, consideramos que o Covid-19 pode ser caracterizado como uma pandemia”, explicou durante a conferência de imprensa em Genebra.

Ao caracterizar o Covid-19 como uma pandemia, Tedros Adhanom afirmou que o termo não deve ser usado de forma leviana.

“Pandemia não é uma palavra a ser usada de forma leviana ou descuidada. É uma palavra que, se mal utilizada, pode causar medo irracional ou aceitação injustificada de que a luta acabou, levando a sofrimento e morte desnecessários”, declarou. 

Recomendações permanecem

O diretor-geral da OMS ressaltou que a declaração não significa a adoção de novas recomendações no combate ao vírus.

“Descrever a situação como uma pandemia não altera a avaliação da OMS sobre a ameaça representada por esse coronavírus. Não altera o que a OMS está fazendo nem o que os países devem fazer”, disse Adhanon.

Durante a conferência, ele lembrou o que a OMS preconiza a todos países. “Lembro a todos os países que solicitamos: ativar e ampliar seus mecanismos de resposta a emergências, informar profissionais sobre riscos e como podem se proteger; encontrar, isolar, testar e tratar todos os casos de Covid-19, rastreando todos os contatos”.

“Todos os países devem encontrar um bom equilíbrio entre proteger a saúde, minimizar disrupções econômicas e sociais e respeitar os direitos humanos”, avaliou o diretor-geral. 

Outras pandemias

A última vez que a OMS declarou uma pandemia foi em 2009, para o H1N1. Estima-se que a doença tenha infectado cerca de 1 bilhão de pessoas e matado milhares no primeiro ano de detecção.

Ainda segundo a OMS, uma pandemia de gripe ocorre quando um novo vírus emerge e se espalha pelo mundo, e a maioria das pessoas não tem imunidade.

Há 100 anos, o mundo enfrentou uma outra pandemia, a de gripe espanhola. Estima-se que entre 50 e 100 milhões de pessoas tenham morrido entre 1918 e 1920. 

Brasil está mais preparado

Na semana passada, em entrevista à Agência Brasil, o médico infectologista Rivaldo Venâncio, coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), afirmou que o Brasil está mais preparado para lidar com o Covid-19 do que estava, em 2009, para enfrentar a pandemia da gripe H1N1. Segundo ele, a população precisa se manter informada, mas não há razão para pânico.

Coronavírus: 7 perguntas sobre a doença ainda sem resposta.

Reprodução|Matheus Magenta
Da BBC News Brasil em Londres

Não há qualquer indício que de cães e gatos transmitam o novo coronavírus
Imagem| GETTY IMAGES

Quase tudo que o que sabemos hoje sobre o avanço do surto do novo coronavírus está desatualizado e incompleto.
A Organização Mundial da Saúde fala em 95.425 infectados e 3.286 mortos em 77 países e territórios, segundo os dados desta quinta-feira (5/03). Mas esses números não contam toda a história.
“Alguns números mudam porque coisas novas estão acontecendo, mas muitos números estão mudando porque estamos descobrindo coisas que já aconteceram”, resume Marc Lipsitch, professor de epidemiologia da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.
Como epidemias como a do coronavírus chegam ao fim
Por que os EUA cortaram sua taxa de juros em resposta ao coronavírus
Por que 2019 frustrou mais uma vez as expectativas de crescimento da economia?
Para Neil Ferguson, especialista do Centro para Análise de Doenças Infecciosas do Imperial College, de Londres, o descompasso entre a confirmação de casos, o surgimento de sintomas e a piora da doença até uma eventual morte indica que o surto hoje pode ser dez vezes maior.

Mas quantas pessoas estão doentes de fato? Qual é a taxa de mortalidade? Quem se recupera do vírus uma vez está livre da doença? Há risco para mulheres grávidas e crianças?
A BBC News Brasil reuniu as mais importantes dúvidas sem resposta acerca do surto, e os esforços que especialistas e autoridades têm feito com dados e inferências para tentar respondê-las com o maior grau de certeza possível.

  1. Afinal, qual é a taxa de mortalidade do novo coronavírus?
    Estima-se hoje que essa taxa gire em torno de 2%, mas esse número tem variado bastante desde o início do surto na cidade chinesa de Wuhan, em dezembro.
    Em tese, o cálculo do que tem se chamado popularmente de taxa de mortalidade do novo coronavírus é relativamente simples. Escolhe-se uma data, identifica-se quantas pessoas ficam infectadas, quantas morrem e aplica-se uma regra de três.
    Mas os cálculos feitos para calcular quão espalhada ou letal está uma doença podem envolver muitos outros elementos, como o período de um ano, um espaço geográfico determinado e a taxa de mortes por mil habitantes, algo que não tem sido feito atualmente.
    Pode ser mais fácil calcular isso quando um surto já acabou, mas é muito complexo em meio ao avanço da doença. Mas por quê?
    A principal lacuna é o número real de infectados. Nem todo mundo que contrai o vírus apresenta sintomas, como tosse seca, febre e falta de ar. E ele pode ser transmitido mesmo que esses sinais não apareçam no período de incubação (de um a 14 dias).

Atualmente, o número oficial de infectados é 93.160 e o de mortos, 3.198. Se a taxa de mortalidade como se tem falado fosse calculada a partir desses números, poderíamos dizer que ela mata 3,4 pessoas a cada cem infectadas, conforme divulgou a Organização Mundial da Saúde.
Mas isso seria impreciso porque estaríamos nos baseando apenas no que os especialistas chamam de “ponta do iceberg”. Esse cenário ignora dois grandes pontos: o total de pessoas infectadas assintomáticas ou nem tão doentes a ponto de irem para o hospital (o que diminuiria a taxa de mortalidade) e o total de mortes que ainda está por acontecer (o que elevaria a taxa de mortalidade).
Para se ter uma ideia da dimensão do número de casos que passam abaixo do radar, Christl Donnelly, professora de epidemiologia do Imperial College, cruzou dados de pessoas doentes com o número de voos para estimar que dois terços dos casos “exportados” por Wuhan não foram detectados ou monitorados pelas autoridades estrangeiras.
Ferguson, também do Imperial College, explica que o surto tem dobrado de tamanho a cada cinco dias e que leva 20 dias entre o surgimento de sintomas e uma eventual morte.
Ou seja, “as mortes que vemos hoje correspondem ao estado de epidemia de 20 dias atrás em cada um desses países. Isso quer dizer que a epidemia deveria ser 10 vezes menor 20 dias atrás, e então você multiplica isso por um fator de cem, no caso das mortes, e você tem um multiplicador por mil”.

PROXIMA PÁGINA

Este pode ter sido o animal que passou o novo coronavírus para humanos.

Reprodução/ Super interssante

O pangolim, animal mais traficado do mundo, provavelmente foi o hospedeiro intermediário do vírus, segundo novo estudo.

Uma equipe de pesquisadores chineses anunciou que o pangolim, um tipo de mamífero da África e da Ásia ameaçado de extinção, pode ter sido o animal que passou o novo coronavírus para humanos. O surto da doença provavelmente se iniciou em um mercado de animais silvestres em Wuhan, na China, e desde então já infectou mais de 31 mil pessoas em todo o mundo.

O resultado vem de uma análise genética feita por cientistas da Universidade Agrícola do Sul da China em amostras de mais de mil animais selvagens. Segundo a equipe, o material genético do 2019-nCoV – o vírus que vem infectando humanos e causando sintomas respiratórios – é 99% igual ao material genético de um vírus encontrado em pangolins, o que faz desse animal o melhor candidato, até agora, a ter trazido a doença para nós.

Mas cientistas de todo o mundo vêm encarando a nova possibilidade com cautela, principalmente porque o estudo completo ainda não foi publicado – por enquanto, os chineses só divulgaram resultados gerais em uma conferência de imprensa. A equipe disse que pretende publicar os detalhes o quanto antes para ajudar no combate à doença.

Estudos anteriores haviam indicado que o novo coronavírus surgiu primeiro em morcegos – que são conhecidos por hospedarem diversos vírus sem apresentar sintomas. Mas a possibilidade de haver um hospedeiro intermediário, ou seja, um animal que pegou o vírus dos morcegos e o transmitiu para nós, é alta. Desde o início do surto, cientistas vêm buscando qual seria o responsável por essa ligação, mas a tarefa é difícil, principalmente porque, no mercado em que se acredita que a doença tenha começado, diversos animais silvestres eram vendidos, tornando a lista de candidatos grande.

Outros vírus conhecidos, do mesmo grupo do novo patógeno, seguiram caminhos parecidos. O coronavírus responsável por causar a SARS (Síndrome respiratória aguda grave), doença que surgiu na China em 2002 e matou mais de 800 pessoas, teve sua origem em morcegos, mas chegou aos humanos através do contato com mamíferos conhecidos como civetas. Já o causador da MERS (Síndrome respiratória do Oriente Médio), doença parecida com a atual que causou mortes em 2012, também surgiu em morcegos e provavelmente passou para os humanos por meio de camelos.

O pangolim é um mamífero que habita regiões da Ásia e da África e lembra visualmente um tatu. Sua carne é considerada uma iguaria em algumas regiões da Ásia – e partes do animal, como suas escamas, também são usadas em procedimentos da medicina tradicional chinesa (mesmo que não tenham efeito comprovado pela ciência). A demanda pelo animal é alta e, por isso, o pangolim é o animal mais traficado de todo o mundo, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza e está altamente ameaçado de extinção, mesmo sendo protegido pela legislação internacional.

Um estudo anterior havia indicado que o hospedeiro intermediário do 2019-nCoV poderia ser uma espécie de cobra asiática, que foi vendida na feira onde se acredita ter originado o surto. Mas, desde a publicação dessa pesquisa, cientistas vêm contestando a tese, porque só há registros de coronavírus parecidos em aves e mamíferos, e não répteis. 

A nova possibilidade também aumenta a pressão sobre o governo da China, que já há algum tempo vem sendo acusado de ser brando no combate ao tráfico de animais selvagens. Com o novo surto de coronavírus, instituições internacionais pediram que o comércio de vida selvagem acabe totalmente no país. Com isso, o governo chinês anunciou, em janeiro, uma proibição temporária da prática. Mas muitos ainda pressionam para que a legislação seja permanente.