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O que aconteceria se a Terra girasse duas vezes mais rápido?

Você sabia que o planeta Terra gira a uma velocidade de 1.670 quilômetros por hora? Tal velocidade é medida no equador, e nos movermos para os pólos, a velocidade que experimentaríamos seria menor. Mas pare por um instante e se pergunte o que aconteceria se nosso planeta começasse a girar mais rápido?

Para que tal coisa acontecesse a Terra teria de ser atingida por um objeto maciço. Um fato interessante é que nosso planeta nem sempre teve essa velocidade. Em seu início, cientistas estimam que um dia durava apenas quatro horas. Milhões de anos atrás, quando dinossauros ainda estavam vivos, os dias eram de 22 horas. Desde essa época, a velocidade de rotação diminuiu muito pouco devido à atração gravitacional da Lua, e tal processo irá continuar gradualmente pelos próximos bilhões de anos.

Terra
Imagem|fatosdesconhecidos

Se a velocidade da Terra duplicasse, as consequências não seriam tão drásticas se ela parece de rodas, mas tampouco poderiam ser ignoradas. De início, os dias teriam apenas 12 horas, o que mudariam totalmente o cotidiano das pessoas. Falando em termos tecnológicos, muitos satélites parariam de funcionar pois seus sistemas estão programados com o movimento de rotação atual.

Mais preocupante do que isso seria a força dos furacões em regiões tropicais, que aumentaria exponencialmente. A força centrífuga deslocaria a água dos oceanos para o equador. O nível do mar nessas regiões aumentaria cerca de 100 metros, eliminando totalmente países como Colômbia ou Venezuela, e deixando os pontos mais altos como novas ilhas.

Isso causaria o acúmulo de água no equador e faria aparecer um manto permanente de nuvens em forma de anel o que causaria chuvas e tempestades permanentes nessas áreas. Sem mencionar nas pessoas que teriam de viajar para outros lugares. O Equador se tornaria um barreira, que separaria os hemisférios do norte e do sul.

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Reprodução|Fatosdesconhecidos

Descubra o que Titã, a maior lua de Saturno, tem em comum com a Terra

Reprodução| Agência Brasil|site Exame

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Saturno: pesquisa mostra semelhança da lua do planeta com a Terra (Nasa/Divulgação)

Titã, a maior lua de Saturno, e a Terra têm uma geologia muito parecida. Isso é o que mostra um estudo publicado, nesta semana, pela astrônoma brasileira e pesquisadora do Laboratório de Propulsão à Jato da Nasa, Rosaly Lopes.

A partir de dados coletados pela sonda Cassini, missão encerrada há dois anos, Rosaly Lopes conseguiu montar um mapa com as características de Titã: atmosfera densa, ventos, erosões, rios e lagos com metano em estado líquido, e até chuvas.

Em entrevista exclusiva ao programa Universo, da Radioagência Nacional, a astrônoma nascida no Rio de Janeiro, falou da importância do trabalho em equipe para a análise de uma grande quantidade de dados captados pela sonda que deu um mergulho derradeiro em Saturno, em setembro de 2017.

Rosaly Lopes disse que assim como Titã, Encélados e Europa (lua de Júpiter) são lugares onde pode haver vida. E que a Nasa já se prepara para mais uma missão na maior lua de Saturno.

Radioagência Nacional: Rosaly, como foi o trabalho de análise detalhada dos achados da sonda Cassini, que sobrevoou Saturno e suas luas, entre elas Titã, e que finalizou sua missão há dois anos em um mergulho derradeiro no planeta?

Rosaly Lopes – As imagens de Titã foram capturadas antes do fim da Cassini, mas demorou para colocar muitos dados de vários instrumentos juntos e ainda fazer o mapa e, agora, publicar o estudo. A missão Cassini acabou há dois anos, mas foram analisados dados captados desde o princípio, quando a Cassini chegou a Saturno e passou por Titã, até os que foram colhidos antes do fim da missão. Como são muitos dados, as análises muito detalhadas demoram. Acabamos o mapa há alguns meses e só agora finalizamos a publicação.

Radioagência Nacional: Este mapa, fruto destas análises, mostra que Titã e Terra têm algo em comum? E qual a principal diferença?

Rosaly – Titã e a Terra têm geologia muito parecida. Porque Titã tem uma atmosfera espessa e por causa desta atmosfera, Titã tem ventos. Então, tem erosão, líquidos, mares e lagos na superfície e rios com líquidos que também causam erosão. Mas, estes líquidos todos não são água. Essa é a diferença principal. Embora os processos geológicos sejam similares, a temperatura em Titã é tão baixa, 94 Kelvin (K) cerca de -179 graus Celsius (°C), que a água só existe como gelo. Mas o metano pode existir como líquido. Então, em Titã, nós temos lagos e rios e até chuva de metano.

Radioagência Nacional: A partir do detalhamento deste mapa, o que podemos esperar em relação a busca de vida fora da Terra?

Rosaly – Esse mapa foi feito para estudar a geologia de uma maneira global, não tem relevância direta em relação à procura de vida. Mas, o que estamos fazendo, em outro projeto, é vendo onde que os depósitos orgânicos na superfície se acumulam e em quais lugares eles podem penetrar a crosta de gelo por meio de fraturas. A partir da distribuição do material orgânico, nós vamos ver onde ele se acumula e usar isso para ver a evolução da superfície de Titã. E a coisa importante para a busca de vida é saber se esse material orgânico está penetrando a crosta de gelo até chegar ao oceano de água líquida que temos abaixo do gelo.

Radioagência Nacional: Após o registro de que Encélados (outra lua de Saturno) e de que Europa (lua de Júpiter) soltam vapores de água, podemos dizer que as luas estão entre os ambientes mais ricos para pesquisas?

Rosaly – Europa e Encélados são lugares onde pode haver vida. Nós soubemos esta semana que foi detectado vapor d’água acima da superfície de Europa. Já se tinha detectado várias plumas ou suspeitas de plumas. O importante das duas luas, onde vemos esses jatos de vapor, é que este material está vindo do oceano embaixo de uma crosta te gelo. E é nesses oceanos, que Titã tem também, o que nós achamos que a vida pode ter se desenvolvido.

Radioagência Nacional: Como foi realizado este trabalho em equipe?

Rosaly – Uma das melhores coisas do trabalho que faço, há bastante tempo, na Nasa é que é sempre trabalho de equipe. Tem parte do trabalho que faço sozinha, mas, muito é trabalho em equipe. Às vezes com estudantes também. Neste projeto, trabalhei com três estudantes mulheres – uma da Grécia e outras duas dos Estados Unidos. Além de um colega da França e outros americanos. A equipe da Cassini também foi bem internacional. Esse trabalho de equipe é muito bom porque as pessoas trazem especialidades diferentes, então, nós tivemos pessoas especializadas em dados de outros instrumentos. Colocamos todas as análises juntas e isso foi muito interessante.

Radioagência Nacional: Como é a interação com os brasileiros na Nasa?

Rosaly – Aqui no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, temos vários brasileiros e brasileiras, principalmente na área de engenharia, mas alguns na área de ciência. E é muito bom trabalhar com eles. Eu espero que, no futuro, tenha mais brasileiros treinados na área de geologia planetária.

Radioagência Nacional: Se pudéssemos descrever uma imagem de Titã, como seria?

Rosaly – Nós brincamos que Titã, se você estivesse na superfície, seria parecido com um dia em Los Angeles, com muito smog (fumaça de poluição). Titã tem essa atmosfera muito espessa, as cores são alaranjadas e o ar não é muito bom, não tem oxigênio. Tem uma atmosfera mais densa do que a da Terra. É um lugar relativamente fácil para enviarmos um drone, como será feito na próxima missão. A Dragonfly é uma missão que tem vários colegas meus, e enviará um drone que vai voar por Titã e será muito interessante.

A previsão é que Dragonfly deve ser lançada pela Nasa em 2026, com expectativa de chegar à Titã em 2034.

6 fatos interessantes sobre a Terra que talvez você não conheça

Você conhece bem o planeta em que vive?

De longe é apenas um “Pálido Ponto Azul”, mas para nós, a Terra é o planeta mais importante, e o único que possibilita a nossa existência. Sua complexidade, beleza e força têm nos guiado há milênios, e é aqui que a vida como conhecemos existe e evolui.

Mas será que a maioria das pessoas conhece alguns fatos importantes sobre nosso próprio planeta? É aqui que todos nós (exceto os astronautas) vivemos por toda nossas vidas. Mas qual é o nosso conhecimento sobre o mundo em que vivemos? Provavelmente você deve estar se lembrando de diversas curiosidade neste momento, mas aqui temos 6 fatos interessantes sobre o planeta Terra que você precisa conhecer:

As placas tectônicas salvam nossas vidas

Da próxima vez que você souber de um terremoto ou de uma erupção vulcânica, não acredite que seja algo ruim, a longo prazo. O nosso planeta Terra é o único que possui placas tectônicas, que basicamente são regiões da crosta terrestre quebradas, que “flutuam” sobre o magma. Essas placas se movem, e colidem umas com as outras. Quando isso ocorre, uma delas acaba penetrando embaixo da outra, permitindo a formação de uma nova crosta.

Regiões de encontro das placas tectônicas do planeta Terra.
Créditos: divulgação

Esse processo é muito importante em vários sentidos. Além de ajudar na formação geológica, criando montanhas, fossas marinhas, erupções, terremotos, etc…, ele ajuda na reciclagem do carbono.
Quando plantas microscópicas morrem no oceano, elas se acumulam lá no fundo, e após longos períodos, esse carbono acumulado acaba retornando para o interior da Terra para uma reciclagem natural. Esse processo retira parte do carbono da atmosfera, o que garante que o nosso planeta não se torne como Vênus, em um efeito estufa aniquilador. Sem a ação das placas tectônicas, não haveria forma de reciclar o carbono, e nosso planeta seria um verdadeiro inferno.

A Terra é ‘quase’ uma esfera

Muitas pessoas tendem a dizer que a Terra é redonda como uma esfera. Em partes, essa firmação não está errada, mas também não está muito correta. Graças a Astronomia moderna, cientistas entenderam que o formato da Terra é na verdade como de uma esfera achatada. Esse formato é mais conhecido como “esferoide oblato”.

A Terra é um esferoide oblato, e as medidas confirmam isso.
Créditos: Galeria do Meteorito

Esse formato é similar a uma esfera, porém, a região do equador é mais alongada do que as regiões do polo. No caso da Terra, isso se dá por conta de sua rotação. Se medirmos a Terra de polo a polo, veremos que a medida será menor do que se medirmos a Terra pelo equador. Para se ter uma ideia desse efeito, apesar da montanha mais alta do nosso planeta ser o Monte Everest, a região mais distante do centro da Terra é na verdade o Monte Chimborazo, no país Equador.

A Terra é feita basicamente de Ferro, Oxigênio e Silício

Camadas da Terra: Crosta, Manto, Núcleo Externo e Núcleo Interno.
Créditos: divulgação

Se separássemos a Terra em grandes pilhas de materiais, teríamos 32.1% de ferro, 30.1% de oxigênio, 15.1% de silício e 13.9% de magnésio. Claro, a maior parte desse ferro está concentrada no núcleo da Terra, que por sua vez é composto por 88% de ferro. Se pegarmos uma amostra apenas da crosta terrestre, encontramos cerca de 47% de oxigênio.

70% da superfície da Terra é coberta por água

Créditos: divulgação

Quando os primeiros exploradores espaciais olharam para a Terra durante suas missões, eles apelidaram a Terra de “Planeta Azul”. Até hoje esse apelido é conhecido, e não é a toa, afinal, 70% de toda sua superfície é coberta por água. Os 30% restantes da superfície é seca, acima do nível do mar. Essas regiões são chamadas de Crostas Continentais.

A atmosfera da Terra se estende a 10.000 km

A atmosfera da Terra é muito espessa até os 50 km de altitude, mas ela chega até a 10.000 km acima da superfície. A atmosfera é composta por 5 camadas: Troposfera, Estratosfera, Mesosfera, Termosfera e Exosfera. Como regra, a pressão do ar e sua densidade decaem conforme ganhamos altitude, portanto, a Exosfera, camada mais externa, é a região menos densa e com menor pressão de toda nossa atmosfera, porém, é a maior e mais larga de todas. Para se ter uma ideia, 75% de toda nossa atmosfera está concentrada em apenas 11 km acima da superfície.

Créditos: divulgação

A Exosfera é composta por hidrogênio, hélio, e outras moléculas um pouco mais pesadas, incluindo nitrogênio, oxigênio e dióxido de carbono. O ar da Exosfera possui uma densidade tão baixa que as moléculas se encontram muito distantes umas das outras, e seu comportamento não é de gás, e as partículas frequentemente escapam para o espaço.


A Terra é o único planeta que abriga a vida como conhecemos

Já descobrimos água e moléculas orgânicas em Marte, e blocos essenciais para a vida em Titã, lua de Saturno. Já detectamos amino-ácidos em nebulosas no espaço profundo, e os cientistas especulam a possibilidade de haver vida nos oceanos subterrâneos de Europa, lua de Júpiter, ou até mesmo em Titã. Mas a Terra é o único mundo em que a vida existe de verdade, pelo menos até onde sabemos. Mas será que existe vida em outros mundos?

Créditos: divulgação

Há grandes indícios que apontam que sim, mas para solucionar essa dúvida tão inquietante, cientistas de diversos países e de diversas agências espaciais buscam por indícios de vida em outros mundos, e futuras missões de exploração espacial devem nos ajudar a elucidar essas questões.

Grandes telescópios de rádio devem nos ajudar a captar prováveis sinais vindos de outras civilizações que por ventura, existam em outros pontos da nossa Galáxia. Mas POR ENQUANTO, a Terra continua sendo o único planeta conhecido que abriga a vida.


Imagens:/divulgação / Galeria do Meteorito / NASA / ESA / Wikipedia / divulgação